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sexta-feira, 26 de abril de 2019

HICSOS, celebrando sua trajetória musical com um ótimo DVD.


HICSOS, celebrando sua trajetória musical com um ótimo DVD.

Por Luis Carlos


A ideia desse DVD era para comemorar os 26 anos da banda, porém, o material saiu e o grupo já tem 28 anos. Não me espanta por ser a única banda carioca que se manteve ativa da década de 90 para cá, e atravessando todas as barreiras que uma banda underground do estilo passa aqui no Brasil, e isso sem contar com a maior sina na carreira do Hicsos: a troca de guitarristas.
Depois da gravação de DVD, a banda ficou sem Celso Rossatto, que substituíra Antonio Saba, importante integrante do grupo e que tocou por tantos anos no Hicsos. No momento a banda conta apenas com Alexandre Carreiro e está fazendo testes para um novo integrante. Sobre essa saída, perguntei ao baterista Marcelo Ledd sobre o assunto.

"Ele (Celso) saiu da banda de repente, então acho que só ele pode responder o por que. Isso claro que atrapalha muito o decorrer do nosso trabalho por causa das mesmas coisas de sempre né, arrumar outro guitarrista ensaiar todo o repertório e blá blá blá, mas as novas músicas estão fluindo bem como trio.

HICSOS ((foto: divulgação)
O DVD está bem produzido e conta a história da banda de forma bem didática e bacana, normal para uma banda que realmente tem a dizer e consequentemente tem o mérito de repassar com conhecimento de causa ao público e aos seus fãs todo o seu trabalho, ainda mais nas palavras do Marcus Anvito e Marcelo Ledd, respetivamente baixista/vocalista e baterista da banda, e que estão na cena por um bom tempo. Também, para quem ainda não conhece o trabalho da banda, já que existe a probabilidade de muitas pessoas conhecerem o Hicsos através desse DVD, visto que vivemos hoje em uma geração mais visual do que áudio.

O que se percebe claramente ao acompanhar a história do Hicsos no DVd é a diferença do público daquela época para hoje, onde se via shows com uma boa presença de público. Perguntei novamente ao batera sobre essa diferença, no que o baterista Marcelo Ledd me respondeu: 

"Ah, essa época era fantástica e ainda trazia esse comportamento dos anos 80 . Era bom demais tocar e ir aos shows, só que com o tempo, acho que a galera começou a se comportar diferente porque todo mundo tinha banda, e foi ficando mais frio o modo de como o público se comporta, mas de vez em quando o pessoal alopra".

O que sabemos é que o Hicsos, apesar de tanto tempo na estrada, ainda tem muita lenha pra queimar. Já são 3 cd´s lançados e reconhecidos, assim como turnês pelo Brasil e Europa. 
Sobre o momento atual e o futuro da banda:

"Estamos divulgando nosso DVD e marcando shows pontuais,  ao mesmo tempo que estamos dando sequência ao repertório do novo disco que se tudo der certo sairá no segundo semestre. Esperamos que o cara certo para a vaga de guitarrista surja logo para contribuir para as novas composições. Obrigado pelo suporte !"

O DVD tem a participação de pessoas importantes da cena carioca, como Marcelo Mendes, produtor do evento rato no Rio e Pompeu, vocalista do Korzus, banda que sempre foi muito parceira do Hicsos em shows e produção de discos. Falando em shows, eu mesmo me senti muito honrado por contar com um evento que produzi em 2015 e contou com a participação do Hicsos.

Agora, estão esperando o que para adquirir logo esse DVD ?
RECOMENDO.





quarta-feira, 17 de abril de 2019

NUCLEAR ASSAULT - Danny Lilker fala do retorno do grupo ao Brasil.


NUCLEAR ASSAULT - Danny Lilker fala do retorno do grupo ao Brasil.

Entrevistar o Nuclear Assault, ainda que por e-mail, já tornaria uma conquista pessoal, e mais do ser que jornalista nessa ocasião, era também a realização de um fã. 
Realização essa, que não seria possível sem a ajuda da Erika, manager do grupo aqui no Brasil, e do Rodrigo Scelza, produtor que está trabalhando comigo em vários eventos pelo RJ.
Sendo assim, a entrevista foi realizada, e para somar ainda mais, ela foi realizada pelo lendário Danny Lilker, músico que não só faz parte do Brutal Truth, como também fez parte de grupos como Anthrax, S.O.D. e Brutal Truth.
Sendo assim, confiram essa entrevista do entusiasmado Danny Lilker.

Por Luis Carlos
Fotos: divulgação.

1 - Quais são suas expectativas para os shows do Nuclear Assault no Brasil ?
Danny Lilker (DL) - Saudações! Nós esperamos uma excelente recepção que tocar no Brasil é fantástico. A paixão dos Headbangers Brasileiros é algo que admiramos.


2 - Falando sobre o Brasil ainda, a banda já anunciou novas datas pelo país, mas também em outross países da América do Sul. Como você compara o público sul-americano com dos Estados Unidos e o da Europa ?
DL
- Posso dizer que, embora o público os Estados Unidos e da Europa seja muito receptivo e entusiastas, nada é como o público apaixonado Sul-americano. Eles sabem cantar a letra de cada música não vão deixar você sair do local após o show até que consigam autógrafos e fotos co ma banda. Eu não estou reclamando (risos).

3 - Em 2015 a banda lançou o EP "Pounder", que é o último material lançado pelo Nuclear Assault. tão longe. Existe alguma chance de comporem novas músicas e até mesmo lançar um álbum completo?
DL - Infelizmente não. Estamos felizes em tocar nosso material antigo e que sabemos que muitos Dos nossos fãs gostam. Nós não somos tão ativos nos dias de hoje, então, escrever e gravar material novo não está no plano.


4 - “Handle with Care” e “Game Over” são provavelmente os discos mais conhecidos do Nuclear Assault. “Surviver” é também outro a ser citado. Estes álbuns parecem definir a maioria
de músicas que estão no set list Mas, há alguma chance de ouvir alguma música do “Something Wicked” ?

DL - Hmmm, esta é a primeira vez que eu ouço alguém dizer que eles gostam desse álbum (risos). Na verdade nós não tocamos essas músicas e esse álbum foi feito depois que eu deixei a banda em 1992. Para ser honesto eu não sei essas tocar essas músicas.

5 - Agora, falando sobre a cena do Thrash Metal nos anos 80, eu acredito que bandas como a Nuclear Assault, formada em 84, merecia mais reconhecimento pelo que fez naquela época. Pelo que se vê na mídia, parece que toda a cena se resume ao Metallica, Megadeth, Slayer e até Anthrax, onde inclusive, você fez parte no começo. O que a sua opinião sobre isso?
DL - Eu concordo! É verdade que essas bandas que você mencionou foram as primeiras a tocar nesse estilo, mas bandas como Nuclear Assault e Exodus, por exemplo, também merecem um reconhecimento maior na minha opinião. Eu acho que foi mais sobre timing do que qualidade.


6 – “Hang the pope” e “Mother Earth” são alguns exemplos de músicas que onde banda flertou com Hardcore e que soa mais como uma diversão. Esse tipo de música de certa forma influenciou o S.O.D. (projeto que Danny Lilker fez parte e que contava com integrantes do Anthrax) para escrever algumas idéias ?
DL - Talvez! Mas eu acho que Nuclear e S.O.D. estavam em dois caminhos paralelos, então, ambas as bandas compuseram músicas hardcore bem rápidas, de maneira independente.


7 - Qual é o seu disco favorito do Nuclear Assault e o que menos curte ?
DL - Na verdade eu gosto do “Game Over” e “Handle With Care” igualmente. “Game” foi realmente rápido e cru, mas “Handle” é muito bem escrito e parece incrível. O menos favorito é “Out Of Order”, o último disco que eu toquei. Durante este tempo eu não estava inspirado para tocar thrash, eu queria tocar grindcore com o Brutal Truth!

8 - Por favor, deixe uma mensagem para seus fãs.
DL - Saudações infernais às hordas de Metal do Brasil! Nós veremos em breve, então, preparem-se para muito Thrash !!!


FORKILL - Novo CD impressiona pela qualidade musical e visual.


FORKILL - “The Sound of the Devil’s Bell”
CD 2019
Gravadora: Dark Sun

Composto de treze faixas, “The Sound of the Devil’s Bell”, é a prova real de mais um grande passo na carreira do FORKILL, que agora é composta por Matt Silva (vocal e guitarra) e Rodrigo Tartaro (bateria), alé mdos já veteranos no grupo: Ronnie Giehl (guitarra) e Gus Nascimento (baixo).
Desde que eu assisti algumas apresentações ao vivo da banda, já tinha alertado para esa evolução, principalmente pelos vocais de Matt, que deram outra dinâmica ao grupo. Falando em shows, ao longo de sua carreira o FORKILL tocou ao lado de grandes bandas como Destruction, Nuclear Assault, Krisiun, Vulcano, além de excelentes apresentações pela cidade. 
O FORKILL está com tudo !

Adicionar legenda
O disco abre com uma intro sinistra chamada "Sucubbus Lament`, e da´iem diante é pedrada sobr pedrada, no melhor adjetivo musical possível. "Emperor of Pain" é pra você banguear do início ao sim. Adoro aquelas partes menos lentas da música, com aquele "pique moshpit",  como faziam e fazem bandas como Exodus e Anthrax. Falando em Exodus, considero umas das maiores referências do grupo, ainda que ao vivo, a banda fique ainda mais pesada e se aproxime até de algo mais extremo, principalmente pelos vocais.
Falando das letras do disco, elas  retratam todas as atrocidades da humanidade, e que, em relação ao título da obra, remete ao sino. Falando em sino, lógico que lembramos do bom e velho Ac/Dc. Daí, a banda ainda tem uma canção chamada "Let there be Thrash. Segunda canção do disco. Isso te lembra alguma coisa ? 

"Reepers of Rage" poderia ter sido escrita facilmente pelo Slayer, e não, isso não significa qualquer tipo de plágio. Pelo contrário, o Forkill tem personalidade, mas, ao ouvir esse som me veio a memória aquela fase entre o "Rainning Blood" e o "Seasons in the Abyss". Rodrigo é um excelente baterista e ser comparado ao Dave Lombardo é um baiat elogio. Merecido, diga-se de passagem. Além da batera, a banda prima por uma ótima cozinha, já que Gustavo toca muito bem. Curti demais seu trabalho em "Whene Hell Rises". Aliás, elas tem até uma pegada mais diferenciada se comparada as outras músicas.
"Warlod", "Leviathan", "OlD Skullz" (adorei esse título) e outras canções no decorrer do disco só vai confirmando tudo que eu escrevi antes. Sobre o quanto o Forkill evoluiu desde sua criação até hoje e que essa formação consolidou de vez esse grande passo na carreira do grupo carioca. 
Lembrando ainda que no track list do álbum ainda tem a regravação de “Vendetta”, música considerada clássica no set do grupo, presente originalmente em seu debut, “Breathing Hate”, de 2013. 
Nem preciso dizer que essa nova versão ficou excelente. Preciso ?

“The Sound of the Devil’s Bell” foi gravado e produzido por Daniel Escobar, por acaso, guitarrista de outra excelente banda do Rio de Janeiro, o Savant. A capa desenhada pelo renomado artista gráfico Rafael Tavares (Torture Squad). O CD foi lançado em formato slipcase, com pôster, adesivo e caixa de acrílico, e pfuturamente também sairá no formato vinil, por uma gravadora gringa.

Resenha por Luis Carlos

domingo, 14 de abril de 2019

CAOS FEST, um caos de solidariedade e boa música.


CAOS FEST

DIA: 13/04/2019

Local: Areninha Hermeto Paschoal (Lona de Bangu/Bangu-RJ)

Se curtir um bom evento é um excelente programa, imagine tendo que fazer isso e ainda poder ajudar o seu próximo?

Caosficina em ação. (Foto por Monalisa carvalho)

Foi isso o que aconteceu na Lona cultura de Bangu em um evento organizado pela banda Caosficina, idealizado pelo seu vocalista Gabriel, que com o apoio do Rato no Rio através do vocalista do Cara de Porco Marcelo Mendes, aliás, veterano idealizador de tantos eventos pela cidade e que bem recentemente está voltando a ativa com alguns eventos. Eles uniram forças para que o Fest acontecesse da melhor maneira possível.
E foi possível, tanto que que o evento saiu melhor do que se esperava ao meu ver, e longe de mim algum tipo de pessimismo, porque o público compareceu em bom número e a lona se tornou um lugar de muita festa e boa música, coisa que não estava acontecendo pela região ultimamente. Música essa, que começou pela banda DECK, que faz um som interessantíssimo, um híbrido do peso do Metal com o alternativo. O quinteto realizou uma excelente apresentação, que se destacou por fazer boas músicas autorais e agradar o público em cheio. Gostei do vocal, tem um lance meio Snake do VoiVod em sua voz.

Deck, uma agradável surpresa.

As duas bandas seguintes foram de covers, que apesar da minha predileção por músicas autorais, pelo menos foram bandas que souberam tocar com convicção, músicas de bandas como Pantera, Audioslave, Judas Priest, Helloween, Iron Maiden, entre outras. Ainda que algumas derrapadas tenham sido feitas em sons mais atuais, como versões de músicas de Korn e Offspring. Mas, é compreensível que não dá para fazer 100 % alguém que cante um estilo mais apurado e que exija talento, ser capaz de melhorar algo que em sua origem já é ruim. Gostaria de ver algum dia essas bandas: SIGMA BLACK  e VIVA BANGLADESH, essa com um vocalista bom, fazerem sons autorais, porque para mim, potencial elas possuem.
De volta aos sons autorais, o CAOSFICINA surgiu no palco para fazer daquela festa um verdadeiro caos. Nada mais justo para o nome que tem. A banda está cada vez melhor, e mais, se desligando de vez de ser um cover do Matanza, que aliás, em suas músicas originais pouco se vê de influência dessa banda, mas sim, de bandas mais antigas do Metal Brasileiro e até do Punk Rock. A banda tem personalidade e fez com que o público se aproximasse de vez do palco para curtir o som de um grupo que cresce no palco, principalmente pelo carisma do seu vocalista, tanto que eu considero essa apresentação a melhor das que eu vi até hoje. A banda promete e tenho certeza que alcançarão voos mais altos muito em breve.
A seguir foi a vez dos “padrinhos” do Caosficina, o CEIFFADOR, grupo que já pode ser considerado veterano na região, já que por intermédio de Tcheco, vocalista do grupo, e responsável por diversos shows pelo bairro de Bangu, e a banda possui a alcunha de serem padrinhos de uma geração ”pós Rato no Rio”, evento idealizado por Marcelo do Cara de Porco, através do Heavy Drink. A banda está com nova formação e fez aquilo que todos nós esperávamos, uma excelente apresentação aos moldes do bom e velho Heavy Metal cantado em português, e se já não bastasse a boa apresentação, hilário e gratificante ver o filho do vocalista de boné e camisa do Ac/Dc em cima do palco com uma guitarra de plástico e agitando em todas as músicas.

Cara de Porco, sinal de diversão garantida.

Para fechar, eles, a melhor e mais divertida banda de Rock do Rio de Janeiro, o maior representante do estilo na zona oeste, CARA DE PORCO, que estava ali divulgando seu novo disco: “Cada cão que lamba a sua caceta”. Aliás, a música que dá nome ao disco foi tocada, assim como outras que entraram no set da banda, inclusive sendo clipe, e se misturaram aos já clássicos bem conhecidos do grupo. Não faltando, é claro, o bom humor em cima do palco, que contava com um ex-integrante chapado e que provavelmente não deve estar se lembrando disso hoje. Na boa, nada tira o humor desses caras, que são capazes até de fazer rir, pessoas em um velório. Não faltaram os discursos, em tom divertido, porém, com muita consciência em se tratando da cena carioca.
Ontem, não só as crianças ganharam com muitos brinquedos e alimentação arrecadados durante o evento, mas também a cena carioca, em especial a da zona oeste, que vem protagonizando shows cada vez mais vazios, e pior, sem shows pela região há um bom tempo. O Caosfest mostrou que é possível fazer um bom evento e levar um bom público e que eu espero que isso seja um novo passo para que as coisas voltem a acontecer pela região. Aliá,s parabéns também para a Lona de Bangu por abrir espaço ao estilo.
O Caosfest foi um caos de solidariedade e boa música !!!




domingo, 31 de março de 2019

SUPLA - Ilegal, autêntico e alto astral.

Supla é hoje um dos artistas Brasileiros que mais vem produzindo ultimamente, tanto que sua agenda está lotada, coisa que poucas Bandas vem fazendo pelo Brasil, e inclusive, tocando em festivais no exterior. Isso é para poucos.

Ainda por cima, sempre lançando discos, tanto que mesmo divulgando seu trabalho atual "Illegal", Supla já vem trabalhando em uma nova parceria para um novo lançamento. Como sempre, explorando novas vertentes e fazendo sons diferenciados.
Bati um papo com Supla por telefone, por sinal, uma figura gente finíssima e sempre atencioso. A grande prova disso foi que recentemente ele me mostrou som de uma nova banda, provando que ele sabe o status que alcançou em sua carreira, mas nem por isso, se permite estagnar lá em cima, alcançando um público que vai desde o underground até o mainstream.

Voltando a falar de shows, Supla disse que sua turnê passou pelos Estados Unidos e pela Inglaterra, e nesse meio tempo vem divulgando clipes. "Tenho lançado singles e clipes, como é o caso de músicas como: "Ao som que eu vivi e Illegal.". Além de tudo, tem tocado em shows sold out. Perguntado sobre a expectativa de tocar no Rio de janeiro, Supla disse que será a primeira vez na turnê desse disco e que já tem um bom tempo que não toca na cidade. Tendo sido anos atrás com os Titãs no Circo Voador e com seu irmão no Rock in Rio.

Sobre o disco "Illegal", Supla explicou a ideia da letra que dá nome ao disco. 
"Illegal é cantada em português, Inglês e espanhol porque eu imagino um mundo sem fronteiras, como naquela música do John Lennon: Imagine", Citando inclusive a parte cantada em Espanhol que diz: 
"Ninguen ser humano, Es ilegal, Somos decendientes, De algun ancestral, Que tuvo de huir, De su tierra natal, Estados unidos, Ningun ser humano Es ilegal, Somos decendientes De algun ancestral, Que tuvo de huir De su tierra natal, Estados unidos, No soy ilegal Dejen passar, Los suenos de quien busca Oportunidades en el mundo De las desigualdades, No soy ilegal Dejen passar, Los suenos de quien busca, Oportunidades en el mundo, De las desigualdades"


Supla é diversão garantida, mas tem o que falar, tanto que essa letra mesmo é uma crítica ao atual governo do Trump, por exemplo, que segundo ele, foi construída por imigrantes. "O trabalho foi gravado com a banda atual, esta´tocando comigo um bom tempo, está muito bem ensaiada. Ele falou também do novo disco que gravou. "É um disco gravado com uma nova parceira, Victoria Wells. O som tem uma lance eletrônico, mas ainda co ma essência Punk". Falando nisso, recentemente um clipe foi lançado, para a música "Live like there`s no tomorrow".
Falando em Punk, ao mencionar o preconceito que existe com ele aqui no Brasil, quando muitas lá fora ele toca em grandes festivais do estilo. Supla disse que nem tem mais paciência pra isso, que respeita seu passado e está sempre olhando pra frente tem o que falar musicalmente e verbalmente. "Sobre essa coisa de Punk, vão comer arroz e feijão, vão tomar no...eu não tenho que provar mais nada pra ninguém. "Estão pagando minhas contas ? Não, então, saiam da minha frente". Segundo Supla: "Punk é mais atitude".

Sobre o passado, perguntei se ele teria interesse em regravar algo passado. "Eu regravei Garota de Berlim na época do Charada". Ainda sobre a carreira"Eu não penso igual ao meu pai e nem da minha Mãe, eu penso igual a mim. Eu respondi muito por isso, por ser filho de políticos". "E o meu carma, todo mundo tem o seu, esse é o meu. Responder por coisas que eu não sou, independente de gostar ou não. Nunca usei política pra nada, nunca quis ser político, até seria eleito facilmente.
Supla disse que sobre a carreira, quis fazer o filme dos Trapalhões achou legal fazer, a experiência de filmes tipo do Elvis. Tinha 19, 20 anos." Finalizou citando trech oda letra de Humanos de sua ex-bandaTokyo:

"Querem me obrigar a ser do jeito que eles são, Cheios de certezas e vivendo de ilusão

Mas eu não sou, nem quero ser igual a quem me diz

Que sendo igual eu posso ser feliz"



Autêntico  e sincero, Supla diz que ele trabalha muito, passou por gravadoras grandes e ainda hoje é independente e faz aquilo que quer e que gosta. Sobre uma possível volta do Tokyo, Supla disse que os integrantes estão fazendo outras coisas e é impossível. "O tecladista da banda Marcelo Zarvos é hoje um dos músicos mais bem pagos, fazendo as trilhas da Netflix". O Bidi é produtor...". Disse que estava tocando com irmão, tinha lançado um livro e nem pensava e pensa em algum retorno do grupo.
Supla está na expectativa de voltar a tocar no Rio de Janeiro, falamos de sua agenda e aproveitei para elogiar a agenda cheia. "Tem shows pagando muito bem e outros menos, porque esse é o mercado, e estou tocando toda hora. Eu amo o que eu faço, isso com atitude Punk, pois Punk é atitude".
"Se a atitude é `foda-se´, já é Punk." Encerramos falando da participação do Glen Matlock, baixista do Sex Pistols em um show seu em SP. Elogiou bastante o baixista e mencionou que o show esgotou." Perguntei sobre a Nina Hagen, mas segundo Supla, ela está sossegada, mas disse que seria legal, por exemplo, dela participar em uma nova edição do Rock in Rio.
No recado final, Supla disse: "Quem vai no meu show, sempre se surpreende, é o show é muito pra cima. É diversão garantida".

Entrevista por Luis Carlos
Fotos: Divulgação.


quarta-feira, 6 de março de 2019

Azul Limão, imortais do Metal Brasileiro.



Quando o Azul Limão anunciou o seu retorno, fãs Brasileiros ficaram impactados pela notícia, já que o trabalho da banda era dada como encerrada, além do Azul representar boa qualidade do Metal feito em nossas terras.
Contando cina com os veteranos Marcos dantas (guitarra) e Vinicius Mathias (baixo), o grupo se consolidou com a entrada de Renato Massa (vocal) e o também veterano músico Andre Delacroix (bateria), curiosamente, ambos ex-músicos da extinta banda Metalmorphose, que contava também com Marcos em sua formação.
Além desse grande retorno, a banda surgiu com um trabalho novo: "Imortal", um disco que não deve em nada aos trabalhos antigos e clássicos do grupo e que certamente estará figurando entre os grandes lançamentos do Metal Brasileiro. Coisa que já vem acontecendo por intermédio de excelentes resenhas e indicações dos músicos em votações como melhor instrumentista.
Vamos ao papo !

Entrevista por Luis Carlos
Fotos: divulgação.

1 – O retorno do Azul Limão foi uma grata surpresa, já que a banda estava inativa há anos. O que motivou esse retorno?

Marcos: Após minha saída do Metalmorphose, não queria ficar parado então convidei Vinícius para reativarmos o Azul Limão e ele aceitou. Como Rodrigo e Ricardo não residem mais no Brasil convidei também Trevas e Delacroix que também aceitaram. Foi tudo muito rápido! Em julho fizemos nosso último show com o Metalmorphose. Em agosto fiz a proposta da volta do Azul Limão para a gravadora Dies Irae e iniciamos a gravação do “Imortal”.
Delacroix: O timing foi perfeito. A Metalmorphose entrou em hiato por tempo indefinido e, como a química musical e pessoal entre o Marcos, o Trevas e eu estava ótima, o Marcos nos convidou para o retorno do Azul Limão às atividades, com o outro membro fundador da banda, o Vinicius fechando o time.


2 – O novo disco tem recebido excelentes críticas. Conte-nos um pouco sobre o processo de composição, gravação e lançamento.
Marcos: Eu, Trevas e Delacroix já trabalhávamos nestas músicas durante nosso tempo no Metalmorphose. O processo foi bem simples. Algum integrante apresentava a ideia básica de uma música e a banda trabalhava em conjunto no arranjo. Em agosto fomos para um estúdio mais simples fazer uma gravação rápida como pré-produção para ver como as músicas soavam e para fazer os últimos ajustes nelas. Neste mesmo mês já estávamos gravando as baterias definitivas no Estúdio HR sob os cuidados de Daniel Escobar. Optamos por manter uma sonoridade bem orgânica utilizando bateria acústica e amplificadores valvulados microfonados como antigamente. Em dezembro o “Imortal” já estava nas lojas!
Delacroix: Nós entramos no estúdio com as músicas prontas e só demos aquelas aparadas finais que sempre acontecem na hora dos registros. Foi um processo bem participativo, com “pitacos” de todos da banda e dos produtores Rodrigo Scelza e Daniel Escobar.

3 – Talvez até mesmo fruto desse novo disco, a banda recebeu algumas indicações das mídias especializadas. Fale também um pouco sobre isso.
Delacroix: O mais importante para uma banda, a meu ver, sempre será a opinião dos fãs e nós temos tido uma resposta muito positiva da galera que curte a banda e Metal cantado em português, agora, sempre é uma satisfação ter também o reconhecimento da mídia/ crítica especializada e ser lembrado em enquetes/ votações (mesmo com nosso álbum saindo aos 45 do segundo tempo, em Dezembro de 2018).


4 – O que diferencia “Imortal” dos outros lançamentos da discografia da banda. Falando dos outros discos, conte-nos um pouco sobre o que cada um deles representa na carreira do Azul Limão.

Marcos: O “Imortal” tem a novidade de ter novos vocalista e baterista, Trevas e Delacroix, na banda. Então só por isto já é diferente dos álbuns anteriores. Além disto, apresenta composições recentes que retratam toda a experiência de seus integrantes. É claro que não podemos esquecer que a banda gravou o álbum “Vingança” que representou o ápice da carreira da banda nos anos 80. O álbum “Ordem & Progresso”, gravado no ano seguinte, foi como uma continuação do “Vingança”. Já “Regras do Jogo” foi um álbum feito para deixar registradas as músicas que tocávamos nos shows nos anos 80 e que não entraram nos álbuns daquela época. Então todos os álbuns têm sua importância na carreira da banda.
Delacroix: Concordo com o Marcos, pois o Azul Limão sempre foi muito criativo e variado em todos seus álbuns, o que foi mantido no “Imortal”, então para ser “diferente”, a banda teria que ter gravado um álbum “linear” (risos)), o que foge à proposta da banda.

5 – Ao mesmo tempo que o Metal Brasileiro parece ter um público mais interessado n o que acontece lá fora, muitos valorizam o que se produz no Brasil, em especial bandas que cantam no idioma daqui. Como é trabalhar especificamente para esse nicho de mercado? Ou a banda pretende ir além a partir do retorno e do lançamento ode “Imortal”?
Marcos: O Azul Limão não pretende cantar em inglês pois já criou um estilo pelo qual os fans identificam a banda. Então vamos continuar cantando em português, mesmo sabendo que isto limita nossa atuação no mercado da música Heavy Metal.

6 – Provavelmente eu tenha esquecido da origem, mas faço novamente a pergunta. Por que o nome “Azul Limão”?
Marcos: Foi sugerido pelo nosso baterista Fábio “Bebezão” em 1981. Ele tirou a ideia de uma tirinha de jornal do Hagar, o Horrível. Como eramos meio hippies achamos o nome interessante mas queríamos algo mais ligado ao som pesado. Vinicius sugeriu usarmos até arrumarmos um nome melhor. Até hoje ainda não arrumamos um melhor! (risos)


7 – O que podemos esperar do Azul Limão para esse ano?
Marcos: Este ano será dedicado aos shows de divulgação do “Imortal”. Todos podem ouvir o novo álbum (e os antigos também) nas plataformas digitais como Spotify, Deezer, iTunes etc.
Delacroix: Muita energia e entrega nos shows! Estamos ansiosos pra levar os clássicos já consagrados e os sons novos a todos os fãs do Azul Limão e do Metal Brasileiro por todos os cantos do país.


8 – Deixe suas considerações finais.
Marcos: Me sinto privilegiado de poder ainda tocar numa banda como Azul Limão que 38 anos depois de ter sido criada ainda gera interesse nos fans de rock pesado!
Delacroix: É uma honra ter sido convidado pra fazer parte dessa importante e pioneira banda do Metal Nacional. Estou ansioso para subir ao palco vestindo a “camisa” do Azul Limão e fazer parte do grande retorno, juntos aos colegas de banda e dos nossos fãs! Nos vemos nos shows!

quarta-feira, 27 de fevereiro de 2019

Além da produtora Arte Condenada, o blog Arte Condenada está de volta !


Luis Carlos, produtor da Be Magic, também jornalista e editor do blog, resolveu voltar com o blog assim que resolvesse todas as suas pendências em sua formação em comunicação social e tivesse tempo mais hábil para escrever.
Com isso, Luis Carlos estará em suas funções com o blog, assim como a produtora de shows (vide cartaz).
Em breve teremos matérias e entrevistas no blog. Fiquem no aguardo.

Link da produtora: https://www.facebook.com/Be-Magic-Produ%C3%A7%C3%B5es-254377295241825/?modal=admin_todo_tour